quinta-feira, 7 de junho de 2007

A CAEMI e Projeto ICOMI

A origem da CAEMI data de 1942, com a constituição da Indústria e Comércio de Minérios Ltda., que dava início à lavra de minério de ferro do Pico do Itabirito, na região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. Em 1950 funda-se a Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração - CAEMI, com a finalidade de ser a detentora do controle acionário da então Indústria e Comércio de Minérios S.A. - ICOMI, que passou a explorar jazidas de manganês da Serra do Navio, no Amapá, em associação com a Bethlehem Steel Corporation, importante empresa siderúrgica norte-americana.

O projeto ICOMI foi desenvolvido, incluindo vilas residenciais com completa infra-estrutura, ferrovia, terminal de embarques, equipamentos de mineração e usina de beneficiamento, com investimentos da ordem de US$ 60 milhões. Em 1957 foi realizado o primeiro embarque, dando início às operações da ICOMI, que se tornou um dos principais produtores mundiais de manganês e maior exportador nacional.

Na década de 60, paralelamente à consolidação de seus investimentos em mineração, a CAEMI partiu para uma estratégia de diversificação de negócios. Os investimentos, muitos em associação com companhias estrangeiras, foram nas áreas de siderurgia, papel, alimentos, reflorestamento, agroindústria e comércio exterior. Vários fatores influenciaram esta tomada de decisão, entre eles aspectos conjunturais, como a franca expansão da economia que trazia boas oportunidades de desenvolvimento de novos negócios, aliados ao processo de reinvestimento dos resultados positivos obtidos nas atividades originais.

Em 1965 foi constituída a Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR para extração de minério de ferro em Minas Gerais, reunindo reservas minerais da CAEMI e da St. John D'El Rey Mining Co., controlada da norte-americana Hanna Mining Co.. Posteriormente associou-se ao empreendimento um consórcio de empresas siderúrgicas e tradings japonesas. Foram investidos cerca de US$ 260 milhões no projeto. Em 1973 realizou-se o primeiro embarque da MBR através do seu terminal marítimo privativo na Ilha Guaíba, na baía de Sepetiba, Rio de Janeiro, com operações, então, ao nível de 14 milhões de toneladas anuais.

O processo de aumento de participação acionária da CAEMI na MBR iniciou-se em 1981, crescendo de 26% para 50% e, em 1986, quando passou a deter 70%. Nesta mesma ocasião a Mitsui & Co. Ltd., também aumentou sua participação para 14,7%. Em 1981 as ações da CAEMI passaram a ser listadas nas bolsas de valores brasileiras. Em 1987 foi iniciada a reestruturação do portfólio de atividades, com o objetivo de concentrar seus esforços na área de mineração, negócio principal e onde detém maior experiência. Como veículo desse processo, foi criada a nova holding CAEMI MINERAÇÃO E METALURGIA S.A.

Em 1989, após a implementação de todos os passos da reestruturação societária, a Caemi Mineração e Metalurgia S.A. passa a ser companhia aberta, com negociação de suas ações nas bolsas de valores brasileiras, através de subscrição pública e permuta com as ações da Cia. Auxiliar de Empresas de Mineração - CAEMI. Neste mesmo ano, a Companhia Ferro-Ligas do Amapá - CFA, criada em 1987 para extração e beneficiamento de cromita, iniciou a implantação de uma usina de ferro-ligas e unidade de sinterização. As dificuldades de mercado, altos custos e pequena escala de produção levaram a paralisação das atividades da empresa ao longo do ano de 1996.

Visando à globalização de suas atividades e aumentar sua presença principalmente no mercado europeu, a CAEMI adquiriu, em 1989, participação de 25% no capital da Québec Cartier Mining Co.(QCM), em parceria com a Mitsui & Co. Ltd., que adquiriu outros 25%. Também em 1989 foi adquirida a Mineração Santa Lucrécia S.A., hoje denominada MSL Minerais S.A., empresa voltada para a extração, beneficiamento e industrialização de bauxita refratária de suas reservas localizadas na região de Almerim, estado do Pará. A MSL, constituída em 1971, iniciou suas operações em 1985 e conta, desde 1989, com uma usina de beneficiamento e concentração de bauxita crua. Adicionalmente, em 1990 entrou em operação o primeiro forno de calcinação de bauxita refratária, e em 1994 o segundo forno, elevando a capacidade nominal da empresa para 145 mil toneladas/ano.

Em meados de 1991 a CAEMI adquiriu o controle da Caulim da Amazônia S.A., hoje denominada CADAM S.A., produtora e exportadora de caulim para revestimento de papéis. Localizada no norte do estado do Pará, a CADAM havia iniciado suas atividades em 1971. Em 1992 foi realizado aumento de capital da CAEMI de 25%, correspondendo a US$ 60 milhões. De 1992 a 1996 as empresas realizaram importantes projetos visando a expansão de capacidade, modernização e aperfeiçoamento de processos, resultando em maior produtividade e competitividade. Em 1996 foi concluída a privatização da Malha Sudeste da Rede Ferroviária Federal S.A. que, ao longo dos seus 1,7 mil km de extensão, interliga Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A participação da MBR no empreendimento, principal cliente da malha ferroviária, desde a formação do consórcio, que sendo o vencedor deu origem à MRS Logística S.A., é importante instrumento no processo de escoamento da produção e fator fundamental para o crescimento das suas exportações.

Em abril de 1997 foi realizado aumento de capital social da CAEMI de 40%, correspondendo a US$ 180 milhões, totalmente subscrito pela Mitsui & Co. Ltd., a mais tradicional trading house do Japão, que, além de parceira há três décadas da CAEMI, passou a ser importante acionista. Os recursos foram aplicados principalmente na aquisição de participações acionárias adicionais de 25% da QCM e de 14,7% da MBR.

Em 1999 foi iniciada a segunda fase do Plano de Desenvolvimento de Longo Prazo da MBR, objetivando capacitar a empresa a produzir cerca de 34 milhões de toneladas/ano até 2004/2005, com investimentos em novas minas, planta de beneficiamento e expansão e melhorias no seu terminal marítimo. Ainda em 1999, a CADAM vendeu sua participação na Pará Pigmentos S.A., preparando-se para iniciar seu programa de investimentos de longo prazo, objetivando a expansão de sua capacidade e o contínuo desenvolvimento de novos produtos.
Desde então a ICOMI pagou ao Amapá cerca de US$ 155 milhões (valores atualizados), em royalties, que se destinaram a obras públicas, dentre as quais a Usina Hidroelétrica Coaracy Nunes, no rio Araguari. Em imposto (IUM e ICMS) foram recolhidos cerca de US$ 126 milhões (valores atualizados). A presença da ICOMI no Amapá permitiu, juntamente com os projetos que foram implantados no Amapá e listados a seguir, o crescimento da economia local com a circulação dos salários pagos bem como a compra de insumos básicos para a sua operação. A ICOMI excedeu à sua obrigação contratual, investindo no Amapá cerca de US$ 234 milhões (valores atualizados) em projetos de:

  • Pelotização de minério de manganês, na própria ICOMI;
  • Produção de ferroligas e sinter de manganês(Cia. Ferroligas do Amapá);
  • Produção de madeira compensada (BRUMASA);
  • Implantação de projeto florestal em 172.000 hectares de cerrado, com plantio de 84.000 ha de pinus tropicais e produção inicial de 600.000 t/ano de cavacos de madeira para exportação, destinadas à produção de celulose (ANCEL);
  • Implantação de agro-indústria de dendê, em 4.000 hectares de cerrado, para produção de óleo de dendê, em usina com capacidade de extração de até 12.000 t/ano (CODEPA).
  • Outros projetos experimentais foram desenvolvidos, cito a criação de camarão de água doce (RosenbergiI), café em cooperação com a IBC e cacau, com a colaboração da CEPLAC.

10 comentários:

Danilo disse...
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Danilo disse...
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Danilo disse...
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Danilo disse...

Sou amapaense nasci aqui com orgulho,mas só quero saber meu caro amigo cade os pontos negativos dessa questão que envolve meu estado! eu acabei de lê o que escrevestes,fiquei indiguinado por eu um aluno de escola publica saber mas que você.
Por favor só me diga uma coisa qual foi mesmo os beneficios que a (ICOMI)atraio para o amapá,nem um!.
A sua pessoa meu caro amigo deveria de se envergonhar de estar emcobrindo a verdadeira história por detras dos fatos,pensas que só por que somos amapaenses que somos "burros" nem todos por eu não sou e da procima vez que falar de beneficios,por favor conte toda a verdade é por isso que nós somos mal informados por que vocês escritores da sua laia não se dão ao carater de dar a informação por inteiro.
Quais foram os beneficios: explorar não dar satisfação a ninguem,explorar dia e noite para tirar tudo que nós temos,acabar,derrubar,desmatar,e hojé tem gente passando fome!.
Você è um bom escritor mais so falta contar a verdade por inteiro o amapá doqui com uns anos não vai ter o que explorar!.....

Danilo disse...

obrigado pela conpreensão e não tem nem um projeto que vi em sala de aula que fosse tão alto-suficiênte que troucesse uma econõmia alavancada para o amapà!
(eua)= e uma potencia mundial em informatica!
(japão)= e uma potencia mundial em tecnologia-robótica!
(brasil) era para ser uma potencia mundial em biotecnilogia mas não è!, por que em vez de envestir em pesquisas para sermos um pais de primeiro mundo estamos desmatando extraindo minerios,e isto acaba com nosso banco de dados biotecnicos
Vou delatar um conclusão rapida amazônia banco de dados, amapá o estado mais conservdo do BRASIL, AMAPÁ o maior banco biotecnico da amazônia!.
E extraindo minerio acabando com a mata estamos jogando dinheiro fora o nosso banco biotecnico esta diminuindo, então o estado do Amapá esta andando ao cotrario meu caro amigo,entao não venha falar de economia que essas empresas trazem para o amapá que você esta mal,muito mal informado, venha estudar comigo te garanto que ira aprender muito mais do que aprendes hojé!...

Kellen photos e cia disse...

esse site me fez ganhar um notão, obrigada!

Paula Gemaque disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paula Gemaque disse...

Sou amapaense. Nasci aqui com orgulho, mas só quero saber, meu caro amigo, cadê os pontos negativos dessa questão que envolve meu estado? Eu acabei de lê o que escrevestes, fiquei indignada por eu, uma aluna de escola publica, saber mas que você.
Por favor, só me diga uma coisa: qual foi mesmo os benefícios que a (ICOMI) atraio para o amapá?!
A sua pessoa meu caro amigo, deveria de se envergonhar de estar encobrindo a verdadeira história por trás dos fatos. Pensas que só porque somos amapaenses, que somos "burros"? Nem todos. Porque eu não sou e, da próxima vez que falar de benefícios, por favor, conte toda a verdade. É por isso que nós somos mal informados, porque vocês escritores da sua laia não se dão ao caráter de dar a informação por inteiro.
Quais foram os benefícios: explorar não dar satisfação a ninguém, explorar dia e noite para tirar tudo que nós temos, acabar, derrubar, desmatar, e hoje tem gente passando fome.
Você é um bom escritor, mas só falta contar a verdade por inteiro. Pois, o Amapá daqui com uns anos não vai ter o que explorar. Espero que faça textos mais descentes. Beijos :)

Paula Gemaque disse...

Sou amapaense. Nasci aqui com orgulho, mas só quero saber, meu caro amigo, cadê os pontos negativos dessa questão que envolve meu estado? Eu acabei de lê o que escrevestes, fiquei indignada por eu, uma aluna de escola publica, saber mas que você.
Por favor, só me diga uma coisa: qual foi mesmo os benefícios que a (ICOMI) atraio para o amapá?!
A sua pessoa meu caro amigo, deveria de se envergonhar de estar encobrindo a verdadeira história por trás dos fatos. Pensas que só porque somos amapaenses, que somos "burros"? Nem todos. Porque eu não sou e, da próxima vez que falar de benefícios, por favor, conte toda a verdade. É por isso que nós somos mal informados, porque vocês escritores da sua laia não se dão ao caráter de dar a informação por inteiro.
Quais foram os benefícios: explorar não dar satisfação a ninguém, explorar dia e noite para tirar tudo que nós temos, acabar, derrubar, desmatar, e hoje tem gente passando fome.
Você é um bom escritor, mas só falta contar a verdade por inteiro. Pois, o Amapá daqui com uns anos não vai ter o que explorar. Obrigada!

Paulo Cosmo disse...

Aos leitores.

A liberdade de expressão e comunicação são princípios básicos de uma sociedade democrática, a qual deve primar pelo respeito as leis, as instituições e as pessoas. É direito de todo cidadão discordar de ideias, atos e fatos opostos a seu conhecimento, prática e empirismo social. No entanto as críticas, corretas ou equivocadas, devem manter o mínimo de educação e respeito, caso contrário, deixam de serem críticas e passam a vigorar como agressões gratuitas. Para aqueles que discordam do(s) texto(s) apresentados, cabe o direito de manifestar-se para expor sua contextualização de acordo com argumentos verídicos e incontestes. Sem essa premissa, o manifesto terá apenas caráter ofensivo que não revela fato novo ou corrija registro incorreto.